‘Bastante agressiva’, diz Bolsonaro ao reclamar de carta do presidente da Anvisa

O ex-capitão voltou a questionar supostas ‘segundas intenções’ da Agência na vacinação de crianças contra a Covid-19

‘Bastante agressiva’, diz Bolsonaro ao reclamar de carta do presidente da Anvisa O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR Notícia do dia 11/01/2022

O presidente Jair Bolsonaro disse que ficou surpreso com a “carta agressiva” do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Antônio Barra Torres, sobre suposta prática de corrupção relacionada à vacinação de crianças a partir de cinco anos de idade. Segundo o chefe do Planalto, não havia “motivo” para que o contra-almirante divulgasse aquela manifestação.

 

Bolsonaro se referiu ao texto em que foi cobrado por Barra Torres a se retratar após ter questionado “o interesse da Anvisa” por trás da aprovação da imunização de crianças contra a Covid-19.

 

“Me surpreendi com a carta dele. Carta agressiva, não tinha motivo para aquilo”, disse Bolsonaro à emissora Jovem Pan News, nesta segunda-feira 10. “Eu falei o quê que tá por trás do que a Anvisa vem fazendo. Ninguém acusou ninguém de corrupto. Por enquanto não tem o que fazer no tocante a isso aí".

 

Na sequência, Bolsonaro lembrou que foi o responsável pela indicação de Barra Torres à presidência da Anvisa e disse que ambos haviam conversado sobre a vacinação de crianças.

 

“Não precisava agir daquela maneira. A conversa que eu tive com ele antes era sobre vacinação de crianças. Esse é o assunto que eu discuti com ele”, afirmou. “A Anvisa não sofre interferência, é um órgão independente, mas acredito que o trabalho poderia ser diferente".

 

O ex-capitão declarou que “nenhum órgão está livre de corrupção” e voltou a questionar a Anvisa pelo que chamou de “sanha vacinatória”.

 

“Repito: o quê que tá por trás, quais as segundas intenções, quais outras intenções da Anvisa? Não houve da minha parte nenhuma acusação, a palavra ‘corrupção’ não saiu em nenhum momento. E ele resolveu fazer uma nota bastante agressiva”, completou.

 

Fonte CartaCapital